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FERTILIZAÇÃO NA MEDIDA CERTA

FERTILIZAÇÃO NA MEDIDA CERTA

Passo a passo: saiba como uniformizar a adubação e potencializar a sua colheita  

Não é novidade que a luz, temperatura, ar, água e nutrientes são indispensáveis para o crescimento e desenvolvimento das plantas. Além disso, para que haja ganho de produtividade de uma cultura, é necessário também um equilíbrio entre clima, solo, plantio e manejo. 

Mas o equilíbrio fica comprometido quando os nutrientes do solo são perdidos por retirada e exportação pela parte colhida da planta, por lixiviação – quando ocorre a lavagem do perfil do solo pela água da chuva -, erosão e por fixação pelas partículas do solo.

Para repor os nutrientes ao solo e garantir sua fertilidade, são aplicadas técnicas da calagem e da adubação. A adubação começa com a análise do solo, continua com a correção da acidez e termina com a aplicação correta do adubo.  

Neste artigo, você vai entender como tratar o solo, usando de forma adequada fertilizantes, e garantir maior produtividade.  

Etapas para homogeneização de fertilizantes no solo

1- Definição do local

Evitar localizar a lavoura em baixadas úmidas, em solos rasos e com problemas de compactação, pois isso compromete o desenvolvimento das plantas, mesmo com o uso de adubos e corretivos. Em solos de baixa fertilidade e arenosos, é necessário o uso constante de matéria prima. 

2- Preparação do solo

Deve-se utilizar técnicas adequadas de preparo do solo. Antes de tudo, é fundamental realizar a limpeza do terreno, através da roçada e da retirada de restos vegetais. As pedras da superfície precisam ser retiradas pelo menos seis meses antes do plantio das mudas. Fazer duas vezes a subsolagem ou aração profunda, em sentidos cruzados, sendo a primeira no sentido do declive do terreno, e, se necessário, fazer novamente a limpeza para retirar restos de raízes e pedras. 

3- Análise do solo

De modo geral, coleta-se de 15 a 20 subamostras de solo na profundidade de 0-20cm. Elas devem ser de uma área homogênea, de onde será coletada uma amostra composta (500 gramas), e depois enviada para análise. Também devemos realizar a amostragem de 20-40 cm para conhecer o perfil do solo em profundidade e também corrigir essa camada do solo. [ Veja mais ]

4 – Calagem e Gessagem

O pH do solo deve ser regulado de acordo com a cultura. A quantidade de calcário deve ser corrigida para a profundidade trabalhada. Esse procedimento precisa ser realizado com antecedência mínima de três meses do plantio. Para HF em geral buscamos elevar a saturação de bases (V)  para para 80 % e para cereais de modo geral, buscamos elevar a saturação de bases para 70 % a 75 %. Existem diferentes fontes de corretivos, variando o poder relativo neutralizante total (PRNT) e os teores de nutrientes, como Ca, Mg e Si. Cada solo demandará um corretivo específico. Também devemos utilizar o gesso agrícola para corrigir o Cálcio nas camadas subsuperficiais do solo, uma vez que o calcário não se desloca pelo perfil do solo. Para recomendação de gesso é importante termos em mãos a análise de solo de 20-40 cm. O cálcio nas camadas mais profundas do solo proporciona maior enraizamento e aprofundamento do sistema radicular, permitindo que a planta absorva mais água e nutrientes, resista mais ao estresse hídrico e atinja maiores produtividades. Consulte um técnico de campo para ajudar na tomada de decisão.

5- Adubação de Pré-plantio  

A aplicação deve ser feita na implantação da cultura através do potássio, em quantidade determinada pela análise do solo, necessária para elevar a fertilidade do solo até a faixa suficiente. O procedimento precisa ser realizado três meses após a calagem. A correção de Magnésio (Mg) e potássio (K) é muito importante nessa fase. Para as culturas em geral buscamos elevar os teores de Mg para 15% a 17% da CTC e 4% a 5% para o K. Outro importante elemento a se considerar nessa fase é a correção do Boro (B) com uma fonte menos solúvel (Ulexita 10% de B). A ulexita é um mineral que liberará o B de forma gradativa para o solo. Recomenda-se para cereais até 60 kg/ha de Ulexita com solos abaixo de 0,5 mg/dm3 de B na análise.

6 – Adubação de Plantio

Aplicação de fósforo na linha de plantio. O fósforo é um elemento imóvel no solo, ou seja, se aplicado em superfície ele não se deslocará pelo solo até a zona de absorção radicular. Dessa forma, é imprescindível aplicar o fósforo no fundo da cova ou da linha de plantio para que a planta consiga acessar esse nutriente com maior eficiência. A dose de P a se aplicar vai variar de acordo com a análise, em geral a dose de P é 3 vezes maior para HF em relação a cereais. Temos hoje no mercado, fontes de P com maior eficiência, como o Top Phos que proporciona um maior aproveitamento de P pela planta. 

7 – Adubação de Crescimento

Nesta etapa ocorre a complementação do adubo de correção e o suprimento para as  plantas durante as fases vegetativa, reprodutiva e de enchimento de fruto. Para o HF é possível realizar adição de nutrientes semanalmente, ou seja, podemos fornecer tanto os macronutrientes (exigidos em maior quantidade pelas plantas) como os micronutrientes (exigidos em menor quantidade pelas plantas) de acordo com cada fase da cultura. Para cereais, podemos fornecer os micronutrientes no pré-plantio (ulexita), na linha de plantio (adubos com micronutrientes) ou via adubação foliar.

É sempre importante contar com um técnico qualificado na tomada de decisões. Só um profissional experiente tem condições de analisar todas as variáveis envolvidas na lavoura e indicar os insumos e manejos que a planta precisa, na quantidade certa e no momento certo. 

Viu como é fundamental cada um dos procedimentos? Agora você vai poder usar fertilizantes sem medo de errar, e ainda aumentar a produtividade da sua lavoura. 

Fonte: Equipe técnica Acero e Embrapa

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