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9 dicas para transformar a produção de café comum em café especial

9 dicas para transformar a produção de café comum em café especial

Conheça mais sobre cafés especiais, critérios para produção e formas de certificação para aumentar a lucratividade da lavoura.

O café é mesmo uma paixão mundial. Em todos os cantos do planeta, a bebida de origem africana é das mais democráticas, tornou-se um hábito diário em todas as classes sociais. Porém, a cada dia os cafés especiais têm ganhado terreno nas plantações e no mercado internacional. Isso é bom para o consumidor, que passa a ter mais acesso a bebidas de qualidade, e também para o produtor rural, que consegue aumentar consideravelmente sua lucratividade com um produto de maior valor de mercado.

O café especial deixa a categoria de commodity para ser negociado conforme a pontuação do grão conforme a pureza, qualidade e atributos sensoriais da bebida (falaremos sobre isso abaixo). Hoje, o preço da saca de um café de alta pontuação pode ultrapassar a casa dos 5 mil reais em leilão – em torno de quatro vezes o valor da saca de café comum.

E qual produtor não quer aumentar sua lucratividade, não é mesmo? 

Para orientar cafeicultores que pensam em investir na produção de grãos especiais, o gerente comercial Acero em Manhuaçu, Manoel Arruda, listou os principais requisitos a serem levados em conta para transformar uma lavoura comum em especial.

9 condições a serem observadas para produzir cafés especiais

  1. Variedade adequada. Escolha variedades mais propícias para as características da região. Os mais comuns no Brasil são: bourbon amarelo ou vermelho, o arara – que tem se destacado em qualidade – e os catucaís. 
  2. Escolher a face da lavoura. Além da variedade da planta, é altamente indicado que o terreno esteja a pelo menos 800 metros de altitude. Também deve ser respeitado o espaçamento mínimo entre as plantas.
  3. Planejar bem o manejo. Respeitar os passos básicos para qualquer novo plantio, fazendo análise criteriosa do terreno e do solo; realizar a nutrição adequada, com a preparação do solo e adubação, controlar doenças e pragas (a integração de culturas é bem-vinda para este fim).
  4. Cuidado no pós colheita. Separar os lotes por cor e respeitar o tempo máximo de um dia de permanência das sacas na lavoura. Escolher entre o café natural ou despolpado. Este último proporciona uma bebida mais suave e é condição para classificação como café gourmet. Não à toa é mais valorizado.
  5. Frequência de rodagem no terreiro. No processo de seca, a rodagem deve ser feita no mínimo 12 vezes ao dia para alcançar uma secagem uniforme de todos os grãos. Propriedades maiores já conseguem mecanizar o processo, que ainda é manual na maioria das propriedades.
  6. Aferição da qualidade. A certificação é feita junto a exportadores e empresas especializadas. O processo é rígido, mas fundamental para o produtor de grãos especiais. Informações sobre concursos e procedimentos podem ser obtidos na Emater, cooperativas e exportadoras. A pontuação é essencial para atestar a qualidade e conquistar o status de café especial.
  7. Conte com especialistas. Em cada etapa da implementação da nova lavoura, é importante contar com a assessoria de um agrônomo ou técnico agrícola. 
  8. Garanta os melhores insumos. De nada adianta um planejamento rigoroso e um manejo adequado, se os produtos não tiverem garantia de qualidade. Um insumo falsificado ou adulterado pode colocar tudo a perder.
  9. Mantenha-se conectado. Conhecimento nunca é demais. Pesquise permanentemente sobre o assunto para entender o mercado e suas tendências. Converse com outros produtores da sua região e busque o suporte nas entidades de classe.

A certificação do café especial

O gerente comercial Manoel Arruda explica que a certificação de qualidade de um café especial é feita a partir dos critérios da SCAA (Associação Americana de Cafés Especiais) e pela BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais). Para  que um  lote  de  café  seja considerado  especial pela SCAA, ele deve  atender  a  três  requisitos  em  três  tipos  de  verificações: duas  de  natureza  física (do grão) e uma de natureza sensorial (da bebida).

Ao final da avaliação, o café deve alcançar ao menos 80 pontos para receber a certificação.

Neste guia do SENAR você encontra mais detalhes sobre os critérios de classificação da SCAA

Já a BSCA oferece a certificação em três categorias: 

  • Boas Práticas: para membros de até 200 hectares sem certificação socioambiental, mas que se enquadram nas exigências da BSCA.
  • Fazenda Certificada: para membros com certificação de sustentabilidade ou socioambiental.
  • Qualidade no Blend: para atender à demanda de blends (mesclas) de café de exportadoras, cooperativas, industriais etc.

Veja os detalhes no site da BSCA.

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